sábado, 28 de abril de 2012

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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Reformas passarão a ser 60% do salário

Estudo revela que portugueses vão ganhar num futuro próximo pouco mais de metade do seu salário quando se reformarem.


As reformas de muitos portugueses passarão a ser 60% do seu salário num futuro próximo, refere um estudo sobre poupança divulgado hoje pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS).

Fernando Alexandre, um dos responsáveis do estudo, disse hoje em Lisboa, na conferência da APS, que "algumas pessoas vão passar a ganhar pouco mais de metade do seu ordenado quando se reformarem e os portugueses ainda não se aperceberam disso".

O professor catedrático da Universidade do Minho alertava para o facto de, depois da reforma de 2007 da Segurança Social, promovida pelo então ministro Vieira da Silva, uma franja dos futuros reformados portugueses, que anda atualmente nos 30 a 40 anos de idade, verá o seu rendimento baixar para 60%. 

"O fim o Estado social é uma inevitabilidade"


Fernando Alexandre adiantou que muito "provavelmente" dentro de um a dois anos os portugueses "vão perceber o que lhes está a acontecer" e vão começar a poupar e a "exigir um sistema de capitalização" para as suas reformas.

"O fim o Estado social é uma inevitabilidade", disse o professor catedrático.
O estudo sobre poupança indica também que 20% das famílias portuguesas com maior rendimento representam 90% da poupança em Portugal.

Fernando Alexandre refere que "existe um grupo enorme de famílias em Portugal que não poupa" e acrescenta que isso acontece nos indivíduos "com formação superior e na casa dos 30 anos de idade".


Euro: Portugal é a 3ª pior economia, mas está a ajustar-se rapidamente

Portugal é a terceira pior economia da Zona Euro, mas está entre as que mais depressa se estão a ajustar às dificuldades, segundo o barómetro Euro Plus Monitor.

Portugal é o terceiro país da Zona Euro cuja economia está mais debilitada, estando, no entanto, entre os que mais depressa se estão a ajustar às dificuldades, ocupando a 7.ª posição, de acordo com um barómetro europeu hoje divulgado.

O barómetro Euro Plus Monitor, realizado pelo banco alemão Berenberg e pelo The Lisbon Council, um "think tank" europeu com sede em Bruxelas, lista os 17 países do euro em função do estado global da economia de cada país e da velocidade com que se estão a adaptar às dificuldades que a moeda única atravessa.

O relatório vai ser divulgado hoje, na '2011 Euro Summit', que decorre em Bruxelas, na presença do presidente da União Europeia (UE), Herman Van Rompuy.

Os autores do relatório consideram que Portugal está entre as economias que apresentam pior desempenho, embora tenha feito "esforços de ajustamento significativos desde 2009".

Um "amplo ajustamento orçamental" e a "integração bem sucedida dos imigrantes" são as forças que barómetro evidencia para Portugal, denunciando como fraquezas "a tendência de crescimento muito frágil, a insuficiente orientação para as exportações, o amplo défice da conta corrente, o grande défice orçamental em 2010 e uma posição orçamental insustentável".

"Pior tumulto na história da integração europeia"


O relatório conclui também que "muito membros da Zona Euro se estão a ajustar rapidamente" ao "pior tumulto na história da integração europeia", pelo que "se a Zona Euro ultrapassar esta grave crise, poderá emergir como uma região muito mais equilibrada e dinâmica do que era antes".

Todos os países periféricos da Zona Euro estão entre os sete primeiros lugares no indicador de rapidez de ajustamento: a Grécia está no segundo lugar, Irlanda em terceiro, Espanha em quinto e Portugal em sétimo.

"A ideia de que países como a Grécia, Portugal e Espanha têm de sair da moeda única para retomar o seu equilíbrio externo está errada. Ao contrário, as  mudanças a que a crise obrigou colocaram a Zona Euro no caminho de uma maior convergência entre os países do centro e da periferia", lê-se ainda no relatório.

O relatório foi conduzido por Holger Schmieding, economista-chefe do banco Berenberg. Schmieding passou também pelo Fundo Monetário Internacional, pelo Kiel Institute of World Economics e pelo Bank of America-Merryl Lynch.